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Música

O melhor de 2011

Nuno Lopes  |  26 de Janeiro de 2012

O melhor de 2011

#1

JOSH T. PEARSON - Last of the Country Gentlemen

Este trovador solitário deixou-me de rastos, parece querer salvar o mundo com as suas canções; já não ouvia um álbum assim desde o "Boatman's Call" de Nick Cave; atentem a este homem - ele é um verdadeiro "Son of a preacher man". Sendo este o seu CD estreia a solo, é caso para dizer que melhor era impossível. É um longa-duração com apenas sete músicas sem grandes refrões mas que narram histórias de raiva, arrependimento, religião e amores fracassados .



#2

BON IVER – Bon Iver

O projeto de Justin Vernon regressa com um aclamado disco que transforma melancolia em música como há muito não se escutava e consagrando um artista que diz ainda sentir-se como estando a meio de uma avalanche. Com uma produção mais cuidada, melhores arranjos, surpresas instrumentais, enfim um aprimoramento que nos leva para paisagens de terras distantes e cheias de encanto natural, remetendo-nos quiçá para a cabana do Winsconsin onde foi concebido o anterior For Emma, Forever Ago, disco de estreia que iniciou o culto que agora ao segundo disco faz com que passe a ser um dos mais importantes singer-songwriters da atualidade



#3

FLEET FOXES – Helplessness Blues

Helplessness Blues não fica atrás do seu magico antecessor, sendo composto por um conjunto de canções de uma beleza enternecedora , com a belíssima voz de Mick Pecknold a conjugar com as melodias harmoniosas a remeter para um clima bucólico , místico e com o seu quê de psicadélico no meio disto tudo . É sem duvida um disco mais equilibrado ,intemporal ,em que as faixas se encandeiam facilmente e que acima de tudo têm o poder de nos iludir com o mundo fantástico que nos é oferecido pelas mesmas.



#4

DESTROYER – Kapput

Para quem passou ao lado, dos saudosos anos 80;é fazer o favor de ouvir este disco.Com uma atmosfera que nos eleva à sonoridade de Brian Eno;Roxy Music;Prefab Sprout ou mesmo a Pet Shop Boys. Dan Bejar criador desta preciosidade não tem medo de arriscar ou inovar,imaginem estas bandas que referenciei e junte-lhes uns metais à Sade Adu ,Miles Davis e John Coltrane...Disco GOURMET acho que é a palavra exacta para Kaputt. http://



#5

JONATHAN WILSON – Gentle Spirit

Depois de colaborações com muitos grupos de renome, o cantautor Jonathan Wilson decide avançar sozinho para um disco iluminado pelo espirito folk dos anos 70, sobretudo influenciado pela alma dos Crosby, Stills , Nash e Young , que assombram o disco de uma ponta a outra , atingindo um nível de sofisticação que vai bem para além do mero jogo entre vozes e guitarras acústicas . Sendo assim este torna-se um objeto de culto em que as canções, compridas e cheias de recantos nos acolhem com o seu rock psicadélico desconcertante.



#6

PJ HARVEY – Let England Shake

O regresso aos discos de PJ Harvey fez-se com um registo cheio de força com um processo em que a sua vertente politica nomeadamente a sua aversão á guerra é bem vincada ,embora tal não esconda a sua delicadeza e beleza da sua música.



#7

FEIST – Metals

O regresso de Feist com este Metals mostra-nos uma artista com a faceta mais crua a sobressair, lembrando os tempos do seu 1º álbum Let it die . É um disco que passa por uma proposta mais tradicional ligada ás raízes do alternative rock norte-americano . A sua sensibilidade assemelha-se á de uma pintora , ela escolhe a localização para a gravação dos discos e tenta colorir as suas canções com os tons da paisagem .



#8

THE VACCINES – What did you excepted from The Vaccines

O álbum de estreia dos The Vaccines começa por nos chamar á atenção pela belíssima capa e pelo original titulo do mesmo , entrando no conteúdo temos de dizer que o mesmo corresponde ás expectativas criadas , com um conjunto soberbo de canções que nos devolvem ás reminiscências de bandas de garagem dos anos 60 e 70‘s , o que se traduz por autênticos hinos indie rock , capazes de agradar uma faixa larga de público , sem dúvida uma estreia que ficará nos anais da história da música.



#9

YUCK – Yuck

A estreia dos Yuck é o culminar de uma amizade entre dois amigos que se conhecem desde os 5 anos e que agora aos 21 nos trazem um disco com uma dezena de enormes canções de adolescentes com as suas angústias próprias da idade com um poderosos som de guitarras embebido em descargas sónicas doseadas por algumas faixas acústicas que provam que as distintas influências se traduzem em contrastes que vão do mais barulhento ao mais melodioso de forma descomplexada, algo que não era expectável em músicos tão jovens.



#10

LAURA MARLING – A Creature I Don't Know

Ao 3º álbum esta inglesa com visíveis influências de Bob Dylan e Joni Mitchel cria e interpreta com brilhantismo um conjunto de canções viscerais, sempre em busca da catarse, o que nos dá um redobrado fascínio visto apenas ter uns escassos 21 anos, baseando-se numa folk árida, com uma simplicidade de processos refletida nos arranjos sofisticados que fazem antever um futuro auspicioso para a cantora.



World Music

TINARIWEN – Tassili

Com o seu último álbum "Tassili" feito à medida de um mundo sedento de culturas cruzadas, os Tinariwen são uma banda de guitarras, onde a delicadeza dos instrumentos tradicionais convive com guitarras elétricas sintetizando assim o "blues do deserto".



Clássica

RENAISSANCE – Music for Inner Peace

Coleção belíssima de canções que recordam relaxantes melodias desde há 5 séculos, que vão desde Barber , passando por Poulenc e finalizando em Gorecki com destaque paras as faixa "Agnes Dei" de Barber, tema intemporal celebrizado no filme Platoon .



Jazz / Brasil / Fusão

VINÍCIUS CANTUÁRIA & BILL FRISELL – Lágrimas Mexicanas

Este trabalho reúne dois distintos ícones da música que aqui se complementam de forma brilhante. Sendo músicos com abordagens muito ecléticas e frequentemente baseadas na improvisação, produzem um disco notável influenciado pela cultura hispânica radicada em Nova York e que não é facilmente catalogável.



Portugal

RITA BRAGA – Cherries that went to the Police

Coleção de amores distintos, tempos e lugares que vão de Hank Wiliams , a Angelo Badalamenti acabando em David Lynch . Pelo meio temos instrumentais e muito ukelele, o instrumento com origem na ilha da Madeira. Cherries that … merece bem que paremos o trânsito para ver e ouvir com muita atenção o que Rita nos tem para dar, com uma viagem que passa por Paris, vai aos Balcãs e chega a tocar o extremo através da Rússia, terminando com um cheirinho insular português ,com o tema "A Lira".



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